O Impacto Humano e o Custo do Delito Contra a Fauna Silvestre

Através WildLeaks você também pode compartilhar informações sobre o papel humano nos crimes contra a vida selvagem e florestas, incluindo a corrupção e os abusos dos direitos humanos.

A história do impacto humano dos delitos florestais e contra a fauna silvestre, histórica e inexoravelmente ligados à exploração de comunidades locais e populações carentes, inclusive antes da escravidão e do comércio de marfim, precisa ser compartilhada com a comunidade internacional, tendo em conta a escala crescente da caça furtiva e do comércio ilegal da fauna silvestre, que agora tem sido reconhecido como um crime organizado transnacional grave. Isto inclui:

  • Pessoas morrendo e sendo feridas (por exemplo, guardas florestais, actovists, policiais, moradores, caçadores).
  • Pessoas encorajados ou forçadas participar em atividades delitivas (por exemplo, infringindo a lei, a posse e o uso de armas, o suborno, a corrupção).
  • A exploração de comunidades vulneráveis e desfavorecidas.
  • As famílias que perdem seu sustento (por exemplo, devido à morte, lesão, prisão) – Órfãos e viúvas.
  • Aquecendo o conflito (por exemplo, financiamento do terrorismo e milícia rebelde) – ver a investigação sobre o marfim e o grupo terrorista somali al-Shabaab
  • Outras atividades criminosas relacionadas (por exemplo, ameaçando os guardas florestais e suas famílias, a lavagem de dinheiro, a evasão fiscal).
  • Outros impactos humanos dos delitos ambientais e contra a fauna silvestre (por exemplo, o impacto no turismo e na economia).

 

No caso do marfim e do chifre de rinoceronte, (por exemplo, na China e lojas de outros países asiáticos estão cheios de bugigangas de marfim ou de produtos feitos à base de chifre), poucos consumidores estão conscientes do verdadeiro custo de sua compra. Embora este comércio impulsione a população de elefantes e rinocerontes rapidamente à extinção, uma quantidade incalculável de vidas humanas foi drasticamente afetada também.

Atrás de uma bugiganga de marfim à venda em Xangai ou Hong Kong, uma pessoa está sendo assassinada na África, uma mulher perde o marido, um filho se torna um órfão ou um soldado. Consumidores e comerciantes de marfim devem considerar-se diretamente responsáveis por esses assassinatos e destruição social, bem como todos aqueles que facilitarem o comércio. Pelo comércio e compra de marfim tornam-se, de fato, responsáveis por essas mortes.

A ganância humana e o desejo de exibir o estatus social pela exposição de uma bugiganga de marfim em sua casa, transformaram o continente africano em uma zona de guerra extremamente perigosa.

Também os delitos florestais, que são a exploração madeireira ilegal e o comércio internacional de madeira extraída ilegalmente, têm um impacto humano significativo, que impede o desenvolvimento sustentável em alguns dos países mais pobres do mundo. Supõem aos governos bilhões de dólares, promovem a corrupção e financiam conflitos armados. A perda de florestas é responsável por até 17% de todas as emissões de gases de efeito estufa produzidos pelo homem, 50% a mais do que a partir de navios, aviões e transporte terrestre combinados.

A exploração madeireira ilegal também pode ter enormes implicações financeiras para um país. De acordo com um relatório da Human Rights Watch, na Indonésia a extração ilegal de madeira e a má gestão do setor florestal resultaram em perdas para o governo indonésio de mais de 7 bilhões de dólares entre 2007 e 2011.

A exploração madeireira ilegal cria conflitos sociais com as populações indígenas e locais e leva à violência, ao crime, à corrupção, à exploração humana e abusos contra os direitos humanos. Estima-se que cerca de 1,6 bilhão de pessoas no mundo dependam das florestas para seu sustento e 60 milhões de pessoas dependam das florestas para sua subsistência.

De acordo com um relatório da Global Witness em 2012, as empresas madeireiras industriais e funcionários estão abusando sistematicamente de licenças de exploração florestal comunitária a fim de contornar a República Democrática do Congo (RDC) de congelar novas concessões madeireiras. RDC é o segundo país com mais florestas e 40 milhões de congoleses dependem das florestas para renda, alimentos, materiais de construção ou medicina.

Nos Estados Unidos, a importação de produtos de madeira ilegal reduz artificialmente os preços de produtos de madeira em cerca de 1 bilhão de dólares por ano, ameaçando empregos americanos. A Agência de Investigação Ambiental (EIA) estima que até 80% da madeira extraída no extremo oriente russo é registrada de forma ilegal, e acusou ao maior varejista de pisos de madeira dos EUA, de depender, em grande parte, de fornecedores chineses que supostamente vendem principalmente madeira de carvalho extraída ilegalmente da Rússia.

Por isso, é, muitas vezes, não somente um problema de fornecedores ilegais, mas também de clientes ocidentais desinformados.

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